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Screening de Síndrome de Irlen

Screening de Síndrome de Irlen

A Síndrome de Irlen também conhecida como Síndrome da Sensibilidade Escotópica (SSS), foi primeiro identificada em 1980 por Meares, seguida de Helen Irlen em 1983, e documentada por Wilkins em 1995 (HOLLIS; ALLEN, 2006).

A Síndrome de Irlen é uma disfunção perceptual que está relacionada com a fonte de luz, luminância, intensidade, comprimento de onda e contraste de cor. Pessoas com SI gastam mais energia e precisam se esforçar mais durante a leitura, porque são leitores ineficientes, os quais veem a página escrita de forma diferente dos bons leitores. O esforço aplicado à constante adaptação das distorções, tanto do escrito como as do fundo branco, causa fadiga e desconforto, e o principal, afeta o foco, diminuindo o período de tempo de leitura, compreensão e consequentemente a interpretação. O portador da SI pode ter uma leitura lenta, ineficiente, pobre em compreensão, além da inabilidade de uma leitura contínua, com tensão ou fadiga, podendo também estar associado com problemas de caligrafia (IRLEN; LASS, 1989).

Não é incomum estudantes com SI serem rotulados como disléxicos, preguiçosos, desmotivados ou agressivos. No entanto, essa síndrome pode coexistir com outras formas de dificuldades de aprendizagem, sendo que o tratamento da SI não elimina a necessidade de medicamentos no tratamento de outros problemas com o aprendizado.

Dentre os sintomas físicos, inclui dor de cabeça, esforço ocular, sonolência, fadiga e/ou inabilidade de concentrar e de compreensão (IRLEN; LASS, 1989).

Indivíduos portadores dessa síndrome, são afetados pelo brilho padrão das páginas, interferindo na leitura causando sintomas como confusão e a movimentação das linhas. Consequentemente a SI é comumente associada a dislexia. A síndrome, no entanto, não é a dislexia sob um rótulo diferente, exemplo disso são os indivíduos sensíveis aos padrões da SI que sofrem distorção e estresse visual e que não possuem deficiência específica de leitura (EVANS, 2002).

 

A Síndrome de Irlen, possui 5 subgrupos de sintomas: 

  • Sensibilidade a luz: Indivíduos não toleram a luz branca, ofuscamento, luz fluorescente e faróis. A luminosidade parece causar cansaço sensorial, resultando em distorções, déficit de atenção e concentração, ansiedade, irritabilidade, cansaço ou outros sintomas físicos.
  • Acomodação: Páginas brancas ficam brilhantes, e parecem competir com a impressão anulando-a. Isto resulta em uma variedade de distorções, dificultando a leitura e causando desconforto.
  • Distorções: letras, palavras, números ou notas musicais perdem a clareza e estabilidade. As distorções incluem vibração, pulsação, movimento ou borramento, mas não são restritas a tais sintomas; podendo afetar eficiência de leitura e a compreensão da mesma.
  • Cognição restrita: Incapacidade de ver letras, palavras, notas musicais ou números agrupados; podendo variar entre ver grupo de palavras ou perceber uma letra por vez. A cognição restrita pode afetar a capacidade de identificar letras corretamente, de manter a fixação, aumentar a velocidade de leitura ou passar os olhos pelo texto.
  • Má percepção: Há perda de claridade, estabilidade e dimensão dos objetos. As dificuldades podem afetar a percepção de profundidade, e distância ou a capacidade de seguir objetos em movimento. As restrições podem causar problemas com degraus, escadas rolantes, na prática de esportes e condução de veículos. (www.irlen.com e  www.fundaçãoholhos.com.br).

Uma condição caracterizada por estresse visual que é aliviada pelo uso de filtros coloridos prescritos individualmente (EVANS, 2002).

O The International Newsletter (2010) informou que a síndrome de Irlen afeta em algum grau, de 12% a15% da população em geral, e 45% daqueles com problemas de aprendizagem. Frequentemente diagnosticada em pacientes com as seguintes condições clínicas: transtorno bipolar, distúrbio de integração sensorial, TDAH, transtornos de ansiedade, fobia escolar, trauma cranioencefálico, dislexia visual, enxaquecas, distúrbios de humor, fadiga diurna excessiva, síndrome do intestino irritável dentre outros.

Acta Biomedica Brasiliensia / Volume 6/ nº 1/ Julho de 2015.

 

A Síndrome de Irlen pode afetar outras áreas acadêmicas, como escrita, cópia, cálculos matemáticos, o soletrar das palavras e o uso do computador.

Algumas pessoas com SI não têm consciência de tal distúrbio e se consideram desajeitadas ou descoordenadas.

A SI não é considerada uma incapacidade de aprendizagem, e sim um desajuste no processamento visual e seus sintomas não são detectados por outros testes de percepção, testes de leitura, psicopedagógico, avaliação clínica ou oftalmológica como também não melhoram com a idade, medicação ou outros tratamentos.

 

Caso você tenha se identificado, ou lembrado de alguém que apresente algum destes sintomas característicos, entre em contato conosco.